Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

A fuga das galinhas

E o Filinto "Tarzan" já é cAminHeiRo de MerdA. Vai longe o dia em que, enchendo o peito de vaidade para ficar bem na estreia, nos acompanhou na caminhada da Pala, esse belo percurso que se tornou já lendário, não só por este facto mas também porque é a surpresa que o Xapim reserva aos colegas de MerdA sempre que é a sua vez de marcar o passeio dominical! Fez uma estreia em beleza, atravessou as duas pontes, respirou o ar fresco da manhã e apercebeu-se do combustível que nos move, velhos cAmiNhEirOs de MerdA. Teve porém, como novato, uma pequena falha, que foi pedir-nos segredo pelo que se passou nesse dia de tarde, e dias seguintes: teve um massagista profissional em casa para lhe tratar os músculos que ele maltratou na etapa inaugural do curso a que se propôs! Mas pronto, não sendo nós muito maus, limitámo-nos a deixar aqui este PORMENOR.

Após o jantar de baptismo (que o "Tarzan" pagou aos velhos professores num restaurante que tem um empregado que se chama Picamilho), imprescindível para a manigestação definitiva da sua vontade de pertencer a esta confraria, começamos então as assembleias para a preparação e definição do local e menu da ceia/almoço de natal, ceia essa que serviria não só para abrilhantar a entrega do cartão de cAmiNhEiRo e do diploma de aproveitamento de curso, mas também para encerrar as festividades de comemoração dos 10 anos passados desde que começamos a pisar os caminhos velhos dos nossos sonhos.

A votação final foi entre a Tasca do Santos, na Feira Nova, e a Tasquinha do Fumo em plena serra da Aboboreira, ganhando esta por ter mais uma estrela, aliás bem visível em noite sem luar. Decisão tomada, passamos por lá numa manhã bonita de inverno para fazer a marcação via net, depois de uma última reunião em casa do "irmão" Leitão ultimando a feitura do diploma, do cartão e do quadro, com diploma também, para oferecer à gerência e perpetuar a nossa passagem por local tão distinto. Chegados, o Kim "retratista", o Xapim escrivão, e o "irmão" Leitão, tivemos o extremo cuidado de parar no terreiro frontal, o mais perto possível do galinheiro de modo a que os seus habitantes pudessem ouvir prefeitamente a nossa conversa, e falar bem alto que não iríamos escolher o apreciado arroz de cabidela (de que até nem gostamos nada, ouviram?), mas sim qualquer outra coisa que fosse vaca ou cabrito. Após notarmos total descontração nos galinácios, ao ponto de uma galinha tentar imitar o canto do galo (o que lhe custou uma galadela), subimos os degraus em direcção à cozinha, e, após acesa (como as brasas na lareira) discussão, optámos pelas costelas de vitela com batatas a murro. As batatas, claro.

Ao descermos, notamos calma e serenidade no reino das galinhas, mas também um galo desconfiado no seu poleiro ministerial. A ver vamos...

 (Continua oportunamente)  

  O grupo de MerdA à entrada da tasquinha

 

eu?: terráqueo
som: Earth Song-M Jackson
escrito por xapim às 23:51
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