Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Caminho do rio

 Com o elemento sénior dos cM®þA deslocado a Budapeste (Hungria) em representação do grupo, fui com o retratista/motard/pintor Kim Freitas participar numa caminhada organizada pela AARO, e que constava dum percurso linear que, partindo do alto de Montedeiras, acabava junto ao rio Douro e está baptizado de "Caminho do Rio".

E pronto, está contado. Simples, conciso. E sem mais interesses.

Mas não quero deixar aqui um post assim tão pobrezinho como a caminhada que o origina, e também não quero arriscar o meu prestígio como escriva espalhando palha disfraçada em palavras para simplesmente fazer linhas de texto.

E então, a borboleta que ilustra o início deste texto foi a primeira e quase única emoção séria que tive e que é expectável neste tipo de actividades. Bonita, brincou comigo durante uns metros, pousando e fugindo, fazendo pose e voando com graciosidade quando se apercebia do momeno do disparo. Este namoro durou algum tempo e eu apreciei-o, pois fiz parte da caminhada sózinho e isolado e isto ajudou-me a sacudir pensamentos menos positivos que nestas alturas assaltam qualquer luso atento à situaçãp do país. Finalmente, culminando este namoro sério, a pose certa e o clic no momento exacto. Mas foi muito pouco, comparando com caminhadas antigas por estes lados em que o contacto com a natureza e as suas graças genuínas, louva-a-deus, flores pintadas com cores brilhantes por artista desconhecido, pássaros cantores preenchendo espaço verde exuberante, coelhos reprodutores animando a solidão calma, era muito mais frequente e agradável. Coisas da chamada "evolução" mas que não passa de destruição do que durante muitos séculos o homem soube respeitar e partilhar.

Outro facto que quero arquivado nesta história e que esta caminhada registou, foi a descoberta do "vírus" que algumas vezes assaltou este blog. Descobri a origem do "leonor", nome giro para um "vírus" seguindo o método com que se baptizam os tornados e tempestades que de vez em quando assolam as costas da América... Já tinha feito uma tentativa de resolução do problema, aplicando um software antivirus chamado "aranha de merda", e esta caminhada ajudou-me a concluir que a escolha foi acertada visto a medida ter sido eficaz.

Como uma manhã de domingo podia ter sido para esquecer, como um texto condenado a não ter qualquer interesse fala duma borboleta e dum "vírus" chamado "leonor", como a habilidade desperdiçada de um pobre escriva consegue iludir quem pensava que daqui ia sair alguma coisa.

Vou ouvir Léo Ferré, para que o tempo tudo leve...

 

escrito por xapim às 18:45
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De Leonor a 6 de Novembro de 2011 às 17:00
Ao som de Léo Ferré,avec le temp...constato que o "virus" Leonor conseguiu pelo menos baralhar ao ponto de este pobre escriva se enganar e escrever "disfraçada" em vez de "disfarçada"!!!!
E fica aqui relatado que o seu antivirus de "aranha de merda" não foi suficientemente eficaz contra o virus que da pelo nome de "Leonor"...pois eu cá estou e estarei!!!Sempre com 2 pacotes de açucar... Até uma proxima investida meu caro colega caminheirodemerda com o devido respeito que lhe é devido por este humilde virus chamado Leonor !!!!!


Comentar post

I dream a visitor from Burkinafaso!!!

Flag Counter

VIVA CHILE! VIVA CHILE MIERDA!!!

silos

Fotos National Geographic

globo

contadores de visitas

textos recentes

Crónica de MerdA 3 (o sol...

Crónica de MerdA 2 (prego...

Crónica de Merda 1 (elefa...

Repato de Natal, sim, rep...

Bitetos continua a ser li...

O penedo que abana...

O berço, capital europeia...

O Douro sente-se...

Recantos de Vila Boa do B...

Aventura alucinante num d...

o último barco em bitetos

Um dia na Venda da Giesta

Um biteto, dois Bitetos, ...

É devido...

ligações