Sábado, 1 de Março de 2008

A unanimidade, a ASAE, a PIDE DGS e o patinho amarelo

A última esperança...

 

 

 
Não sei se toda a gente pensa como eu, nem se estou normalizado, ou se posso dizer o que penso se o meu pensamento for diferente, pois… E também receio que os cAmiHeiRos de MerdA, sem estatutos normalizados, possam sequer existir, pois… Mas vou escrever baixinho, pode ser que ninguém leia.
É, receio pelo futuro. Já me estou a ver passar na tasca do Ti Zé e ter que pedir um hambúrguer. E ver uma carrinha frigorífica a descarregar iscas de bacalhau, embaladas em vácuo, feitas numa fábrica normalizada. Ai a velha caneca de vinho, agora só em latas de coca-cola! Ah, esquecia-me, o balcão da tasca do Ti Zé já é de alumínio!
Até a música é unânime, meu deus. Só consigo ouvir o “encosta-te a mim” do Jorge Palma. Sempre e mais nada. Coitado do Jorge, não sabe cantar outra coisa… Malditas play list e mais quem as inventou, mais os locutores das telefonias que sempre discordam mas nenhum é diferente.
Recuso-me a comprar os livros dos escaparates! São os escritores que puseram na moda e que toda a gente deve ler, os códigos d’avinci que nos põem todos a pensar da mesma maneira e a exibir a nossa sabedoria numa roda de ignorantes todos iguais. Já dei comigo a ler uma gramática de grego de 1946 em sinal de protesto.
O bigode está completamente fora de moda, não é de bom-tom usá-lo. Pois não. Quando se usava, nunca ouvi críticas que não era de boa gente quem não usava, mas agora mereciam só porque querem ser todos iguais como o grande irmão manda.
A honestidade, a franqueza, a sinceridade, a solidariedade, a honra, a fidelidade, o respeito, a generosidade, a compreensão, a doação… oh como tudo está tão “demodé”! Agora resume-se tudo, na maior das simplicidades, a uma coisa só: a UNANIMIDADE! Ao que estamos a ficar reduzidos!
O meu país tão diferente, onde em criança comia peras que sabiam a pêra e tinham bicho, onde brincava com pessoas e não com brinquedos, que tinha tascas para se beber um traçado e ouvir um bocado da música da conversa, que tinha caldo de nabiças e missa ao domingo, se pedia a bênção ao pai e ao senhor abade, este meu país está a ser transformado numa Europa de merda!
A riqueza dum país, a riqueza duma pessoa, é a diferença. A minha última esperança está no patinho amarelo.
 
eu?: quá quá
som: lá vai o pato, pata aqui, pata acolá...
tags:
escrito por xapim às 00:27
link do post | comentar | favorito
|

I dream a visitor from Burkinafaso!!!

Flag Counter

VIVA CHILE! VIVA CHILE MIERDA!!!

silos

Fotos National Geographic

globo

contadores de visitas

textos recentes

Crónica de MerdA 3 (o sol...

Crónica de MerdA 2 (prego...

Crónica de Merda 1 (elefa...

Repato de Natal, sim, rep...

Bitetos continua a ser li...

O penedo que abana...

O berço, capital europeia...

O Douro sente-se...

Recantos de Vila Boa do B...

Aventura alucinante num d...

o último barco em bitetos

Um dia na Venda da Giesta

Um biteto, dois Bitetos, ...

É devido...

ligações