Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

2009: Jubileu dos CMerdA[r]

Foi em 1999 que tudo começou... Várias experiências precederam esta ideia, umas corridas solitárias, umas voltas à urbanização, uns passeios higiénicos, mas foi com a vontade e energia daquele cão de MerdA, mas cheio de pintas, (que já partiu para a caminhada eterna, um abraço Pongo!) que a profissionalização se tornou irreversível!

E, passados dez anos (dizem que "bodfas de estanho"), aqui continuamos com a determinação inabalável de percorrer todos os caminhos, largos ou estreitos, lisos ou pedregosos, a subir ou a descer, no rio ou na montanha, com frio, com neve, com chuva ou com calor, com vontade e sem ela... Caminhos que, mesmo que não existam, a gente sonha durante a semana e inventa ao domingo de manhã. É uma paixão pela natureza, pelas coisas pequeninas que os nossos olhos sempre descobrem, pelo registo fotográfico das coisas belas e das  nossas emoções, pelo vício da conversa, pelo vício da dúvida do que é certo, pela discussão constante de quem fez Deus ou quem ele fez...

 

Patinagem artística no gelo

 

No dia 11 de Janeiro, iniciamos os festejos do nosso jubileu com uma caminhada na velha serra da Aboboreira. A neve preparou-nos a inauguração cobrindo os caminhos e pintalgando a montanha de branco, e nós retribuímos deixando as nossas marcas por todos os sítios por onde passamos. E que sítios... graças ao gps ignorante do "foto" Kim! Fizemos mais kms do que os devidos, e tivemos que subir (com o Kim é sempre a subir) uma longa encosta da Aboboreira, navegando à vista e orientando-nos pelas "ventoinhas" eólicas que nos levaram à estrada de terra.   Para castigo, quando chegamos ao lugar de S. Brás, mesmo junto àquela tasquinha onde um rebanho de frangos de pescoço vermelho debicam no chão os sabores que depois se aprimoram na panela, obrigamos (eu e o "irmão" Leitão por solidariedade) o Kim a ir sozinho até ao carro, que ficou no Lameirão, para depois nos vir buscar. E ficou proibido de jamais utilizar a merda do gps que já nos causou mais desgostos.

 

 Os abomináveis homens da neve

 

A neve. Haveria melhor maneira de começarmos os festejos? Somos caminheiros de inverno, é com a chuva, o frio e o vento que nos sentimos mais passageiros do mundo que nos compete e gostamos de proteger. No verão, sentimo-nos mais turistas, sobretudo se integrados em grupos maiores e organizados. É preciso castigar o corpo (o Filinto vai-se rir ao ler esta frase... ficou na caminha), assim fica mais resistente, cria defesas, e a alma fica mais livre e solta.

 É pela liberdade da alma, por podermos gritar alto, por podermos expressar as nossas ideia e as nossas revoltas sabendo que nos ouvimos e ninguém nos ouve, por podermos até falar a sério que ninguém nos liga, que somos caMinHeiRos de MerdA! Ah, e sobretudo por podermos olhar para as pequeninas maravilhas da natureza, as  fantásticas florinhas que brincam com as cores e se mostram e escondem entre as ervas, as pequenas aranhas que se passeiam em redes enfeitadas de miríades de diamantes, as formigas alinhadas sempre em direcção a algum sítio, as borboletas de nomes latinos exibindo, em volteios de alta competição, as suas formas e cores só imaginadas por um deus.   Pois, e os "florezinhas" do Leitão e do Kim logo sacando, quais cowboys do oeste, das suas kodak's para perpetuar esses momentos. Eh, eh, eh... E eu rio-me a ver as borboletas a fugir.

 

 

escrito por xapim às 16:37
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